
No final de fevereiro de 2007 a comunidade realizou a VI Assembléia Pastoral, contando com membros das 17 pastorais, movimentos e grupos, num total de 150 participantes. Entre as novidades deste ano foi o trabalho de reflexão de um texto base em preparação à Assembléia. A carta de introdução da Direção da Missão diz:
Desde que assimimos a coordenação da Missão Nossa Senhora Aparecida em março de 2003 nos comprometemos em proporcionar formação nos mais diferentes campos da nossa ação pastoral. Pastorais novas foram estabelecidas acompanhando o mesmo processo formativo. Essa formação tem como objetivo tornar cada membro atuante na Igreja como sujeito evangelizador pelo próprio direito e dever de batizado. Cada leigo/leiga se torna colaborador na construção do Reino de Deus já aqui na terra.
A formação da vida do cristão é e será sempre continua, permanente. Por formação também se entende nosso despertar para a realidade evangelizadora da Igreja. Há muito em comum quando trabalhamos para o Reino, e há muito de específico, de acordo com os próprios dons de cada um. Por isso é de suma importância termos consciência de que trabalhamos juntos, mesmo que em atividades diferentes, para a mesma causa, pelo mesmo bem.
Uns pensamentos do Texto Base incluiram:
Quem sabe estejamos bem distantes da transparência e vigor que impregnavam cada palavra e gesto de Jesus Cristo. Ele era o que anunciava. O que planejamos e organizamos não é suficiente. Cumprir o que se planeja é um bom começo, mas não é tudo. A Igreja não é uma empresa submetida às leis do Mercado, nem comprometida com a ideologia do controle e qualidade total. Nem tudo que planejamos e colocamos no papel produz os frutos esperados. O Espirito Santo nos reserva surpresas e é bom que estejamos preparados para acolhê-las. O plano pastoral mais perfeito do mundo pode resultar em nada, se o espírito que o anima não nascer da caridade pastoral de Cristo Ele é o nosso programa.
O programa do dia da Assembléia começou com a leitura de I COR.12, 12 – 21 e os trabalhos se dividiram em tres momentos: o conhecer, o aprofundar e o celebrar. Para se conhecer melhor teve o Feirão onde os participantes podiam ir se informando sobre outras pastorais. Havia representantes de cada pastoral, movimento e grupo a disposição para conversar com quem chegava. Devido ser uma comunidade grande este passo poderia ter se estendido bem mais para frente pois o interesse em se conhecer e saber como cada pastoral contribui para a vida em comunidade foi grande.
No passo do aprofundar foi estudado uma reflexão sobre a Pastoral de Conjunto:
Este modo de “fazer pastoral” é reconhecido por ser INCLUSIVO, ou seja, que nos dá a oportunidade de trabalharmos juntos sem uniformizar nosso trabalho. É um serviço que se vai fazendo, de modo articulado. Por isso podemos dizer que a PASTORAL DE CONUNTO reúne os diferentes serviços prestados na Igreja, de uma forma articulada, guiados por uma meta comum. É um processo dinâmico, cheio de vida, podemos dizer ORGÂNICO, pois o organismo nos dá idéia de ser vivo, com diversas funções específicas que colaboram entre si para o funcionamento saudável do mesmo organismo.
Foram estudados as características da Pastoral de Conjunto e apontadas as que mais precisam ser trabalhadas. Manifestou-se o desejo de continuar e expandir a dinâmica do Feirão para que a comunidade em geral conhecesse melhor as pastorais, os movimentos e grupos. Também ouviu-se o desejo da comunidade ser mais missionária em relação as outras comunidades da Missão. Alguém que foi engajado em sua comunidade no Brasil comentou que aqui é tudo mais difícil e a pessoa tem que se dispor ainda mais.
No final da tarde houve um ritual de meditação onde ICOR 12, 12-21 foi proclamada e os participantes em fila aproximaram-se à cruz, desataram os braceletes coloridos e os reataram um no outro formando uma grande corrente de solidariedade simbolizando o desejo de BUSCAR A UNIDADE.

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